4.5 - A pecuária de leite na integração lavoura-pecuária-floresta

4.5.1 - Introdução

A pecuária nacional caracteriza-se pela dependência das pastagens, que são constituídas, principalmente, por forrageiras tropicais nativas ou naturalizadas e cultivadas, com produção vegetal sazonal em consequência de fatores climáticos.

A regularidade da produção de leite torna-se dependente de alternativas de alimentação, como suplementação alimentar em pasto e, também, do uso de forragens conservadas. Os métodos, modelos ou sistemas de produção adotados vão da utilização extensiva da pastagem ao confinamento total, cujos índices de produtividade também apresentam grandes variações regionais. Ademais, a cadeia produtiva do leite é a que mais se transformou nos últimos anos, tendo ocorrido profundas alterações em todos os seus segmentos, da produção ao consumo.

Embora a exploração leiteira brasileira seja bastante diversificada, há necessidade de se intensificar os sistemas de produção para manutenção dos produtores na atividade. A busca pela redução de custos é essencial. Nesse aspecto, a possibilidade de produção em pasto é estratégica para o país, visto que a alimentação animal é responsável por até 60% do custo operacional da produção do leite. Logo, a intensificação dos sistemas produtivos de leite, obrigatoriamente passa pela melhoria das pastagens e aumento da capacidade de suporte. Contudo, essa necessidade de incremento no rendimento das pastagens confronta-se com a consideração que a maioria dos pecuaristas brasileiros tem a respeito das áreas de pastagens, não as considerando como culturas.

Neste contexto, a integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) apresenta-se como uma valiosa ferramenta a ser difundida para uso pelos produtores de leite, pois a associação dos conhecimentos e das tecnologias hoje existentes faz deste sistema uma excelente alternativa para a produção estável, econômica e ecologicamente sustentável, além de possibilitar a diversificação de renda do produtor. A visão consensual da iLPF é de ser uma estratégia gerencial que integra sistemas de produção agrícola, pecuário e florestal, em dimensão espacial e/ou temporal, buscando efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema para a sustentabilidade da unidade de produção, contemplando sua adequação ambiental e a valorização do capital natural.

A iLPF contempla sistemas produtivos diversificados de grãos, fibra, carne, leite, lã, produtos florestais, realizados na mesma área, em plantio consorciado, em sucessão ou rotacionado. Tem por objetivo maximizar a utilização dos ciclos biológicos das plantas, animais e seus respectivos resíduos, assim como dos efeitos residuais de corretivos e nutrientes. Visa ainda minimizar e otimizar a utilização de agroquímicos, aumentar a eficiência no uso de máquinas, equipamentos e mão de obra, gerar emprego, renda, melhorar as condições sociais no meio rural, além de reduzir os impactos ao meio ambiente.

Mesmo que o produtor de leite não tenha intenção de enveredar pelo “caminho da agricultura”, a possibilidade de utilização das lavouras apenas para recuperação das pastagens faz da iLPF uma excelente alternativa para produção de alimentos para venda ou uso na alimentação animal. No caso dos componentes arbóreos, que podem ser inseridos a qualquer momento nos sistemas produtivos, há possibilidade de criação de uma “poupança” verde, que pode fornecer madeira para diversas finalidades tais como lenha, mourões e madeira para serraria, com consequente geração de renda adicional para o produtor.
 

4.5.2 - A inserção da iLPF nos sistemas de produção de leite

No caso do pecuarista de leite, uma das alternativas de integração seria por meio do consórcio de forrageiras com culturas anuais utilizadas para produção de grãos, destinadas à obtenção de concentrado ou de silagem. O milho, o sorgo e o milheto são culturas bastante empregadas com essas finalidades. As espécies forrageiras, nessas situações, podem ser plantadas sem maiores prejuízos às culturas. Lavouras de grãos também são muito bem aceitas nos sistemas de iLPF e seus produtos podem ser empregados tanto para comercialização direta como para a produção de concentrado de menor custo. No caso do componente arbóreo, diferentes espécies podem ser utilizadas. A definição dependerá da finalidade do produto que será gerado. De modo geral, as árvores são utilizadas para proporcionar sombra, conforto aos animais, e para fornecer madeira utilizada como lenha ou mourões destinados à recuperação e construção de cercas. Nesses casos, o componente mais utilizado é o eucalipto. Porém, se o interesse do produtor for a produção de frutos, fibras, energia (carvão, biodiesel) ou banco de proteína, outras espécies poderão ser utilizadas. É sempre importante salientar que o arranjo do componente arbóreo tem grande influência na produtividade do pasto.

As opções das culturas (lavouras, forrageiras e/ou componente arbóreo) e dos esquemas de rotações a serem utilizados são muitas, devendo ser adaptadas de acordo com o interesse e aptidão de cada produtor e região. Vale ressaltar que a iLPF não é um sistema fechado (um pacote tecnológico), por isso permite a adaptação de quaisquer espécies vegetais e animais, visando atender aos anseios dos produtores. A assistência técnica deve sempre estar presente para auxiliar os produtores nas adaptações necessárias.

Como exemplo de culturas e rotação para a iLPF1 , explorando a pecuária de leite, segue o esquema abaixo (Figura 1). É importante salientar que o esquema é somente uma orientação, pois a escolha do uso de iLP (integração lavoura-pecuária) ou iLPF dependerá de discussões entre os interessados, além disso, os produtores poderão implantar diferentes sistemas na mesma fazenda.


Figura 1. Esquema de rotação de culturas e forrageiras na iLP2. Adaptado de Souza Sobrinho et al. (2007).

Nesse caso (Figura 1), a área total3 da fazenda foi dividida em três partes. Cada uma delas cultivada por duas safras com milho para silagem em consórcio com uma espécie forrageira. Após a retirada da silagem na segunda safra, a área permanece como pasto por, aproximadamente, um ano e meio (março de um ano – colheita da silagem, até setembro/outubro do ano seguinte – plantio de milho para silagem). Após esse período, a área novamente seria utilizada para produção de silagem. Ressalta-se, contudo, que durante o inverno, período de maior escassez de forragem, toda a área cultivada pode ser pastejada.

A semeadura da forrageira pode ser simultânea à da cultura ou com alguma defasagem para evitar competição que possa reduzir a produtividade da lavoura. Apesar da preocupação de muitos agricultores, na maioria das vezes, as forrageiras não prejudicam o desempenho das culturas, mesmo quando semeadas simultaneamente, em função, principalmente, de diferenças nas curvas de crescimento das espécies. Portanto, recomenda-se o plantio simultâneo (Figura 2).


Figura 2. Ilustração do desenvolvimento inicial e próximo à colheita para silagem do milho e da braquiária, semeados simultaneamente, em cultivo de iLP.

Quando o desenvolvimento inicial da lavoura é prejudicado por algum motivo, ou quando a forrageira apresenta grande vigor, é possível retardar o desenvolvimento desta última, sem prejuízos para as lavouras, por meio da aplicação de herbicidas seletivos, em subdoses. Nesse caso, não há morte da forrageira, apenas supressão ou paralisação no desenvolvimento por intoxicação com os produtos. Mesmo sem a aplicação de herbicida o desenvolvimento das braquiárias, espécie forrageira amplamente difundida no Brasil, é bem mais lento que o do milho. A aplicação do nicosulfuron, em doses bem abaixo das recomendadas para controle total das plantas daninhas, mostra-se muito eficiente para redução do desenvolvimento da braquiária.

As decisões das culturas a serem empregadas na iLPF devem ser tomadas pelo produtor, auxiliado pela assistência técnica, bem como os esquemas de rotação e a forma de operacionalizar o consórcio. Normalmente os agricultores utilizam rotações em que o pasto permanece por menor tempo (1 a 2 anos, por exemplo), ao contrário dos pecuaristas, que preferem utilizar as pastagens por intervalos maiores de tempo. É importante mencionar que o incremento em quantidade e qualidade da forragem advindo da iLPF é decorrente da correção e disponibilização de nutrientes residuais da adubação das lavouras. Quando o intervalo de renovação dos pastos, ou seja, de retorno das lavouras nas áreas de pasto, for maior que 2 a 3 anos é recomendada adubação da forrageira para evitar queda acentuada na produtividade. É importante lembrar que a aplicação de corretivos no pasto é feita a lanço e sem incorporação (1/4 da dose recomendada para uma profundidade de 20 cm) e que o fósforo é um nutriente de baixa mobilidade no solo. Assim, o plantio da lavoura favorece mais a recuperação da camada agricultável do solo, pois há incorporação do fósforo e de parte do corretivo na linha de semeadura. Portanto, caso o produtor não faça o plantio do milho novamente na área o processo de degradação continuará, o que poderá obrigar o pecuarista a renovar a pastagem de forma convencional, utilizando aração e gradagem. Desta forma, ocorrerá aumento nos custos de produção e o sistema de integração perderá uma de suas finalidades, que é a recuperação de áreas degradadas.

É importante salientar, no caso do componente florestal, que a associação de diferentes espécies em um mesmo sistema implica na existência de interações ecofisiológicas entre os componentes arbóreos/arbustivos e não arbóreos (forrageiras, culturas de grãos e animais). Estas interações se fazem presentes, principalmente pela competição por luz, água e nutrientes. Desta forma, é possível inferir que fatores tais como: o arranjo estrutural (composição de espécies e espaçamentos de plantio), a idade do plantio, o tipo de espécie (arquitetura de copa) e o sistema de manejo (desramas e desbastes) são de fundamental importância para a sustentabilidade desses tipos de sistemas. De forma geral, espaçamentos mais abertos (por exemplo, entre 20 e 30 m) favorecem a penetração de radiação luminosa no subbosque, proporcionando melhores condições para a produtividade da pastagem.

A definição do sistema de manejo do componente florestal também assume fundamental importância tanto na produção florestal quanto na produção pecuária. Basicamente, são duas as práticas silviculturais adotadas: a desrama e o desbaste, que proporcionam maior incidência de luminosidade no sub-bosque favorecendo a produção das culturas forrageiras.

Assim, pode-se inferir que não existe uma fórmula definida para o desenho desses sistemas. Cada caso deve ser analisado in loco e juntamente com o produtor, levando-se em consideração diversos fatores tais como: finalidade do sistema (produção de madeira para serraria, para uso na propriedade, etc.), perfil do produtor (pecuarista, lavourista, silvicultor), condições socioeconômicas, condições edafoclimáticas locais, mercado, etc. Dessa forma, o arranjo espacial e as práticas silviculturais das árvores devem ser manejados de forma que se possa aumentar ou diminuir a densidade de árvores sem prejuízo da área útil para a cultura forrageira.

Verifica-se grande potencial da pecuária leiteira em participar, com vantagens, nos sistemas integrados de produção. Há possibilidade de ganhos tanto para os sistemas integrados como para a cadeia do leite.

Ressalta-se, ainda, que o custo de produção do leite em sistemas integrados pode ser reduzido em função, basicamente, de maior disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade. Dois pontos merecem destaque. O primeiro refere-se à incorporação de culturas de grãos na fazenda ou na região produtora de leite. O custo do transporte de grãos das principais regiões produtoras para as fazendas de leite eleva o preço do concentrado fornecido às vacas, aumentando o custo de produção unitário. A proximidade ou a interação com a produção de grãos permitirá a adoção de subprodutos das culturas ou indústrias processadoras na formulação de concentrados. Gera-se, então, expectativa de redução nos custos com a suplementação concentrada.

O segundo ponto diz respeito à melhoria da quantidade e qualidade de forragem disponível nas pastagens. Como já mencionado, a maioria das pastagens brasileiras encontra-se abaixo do seu potencial produtivo, ou seja, em algum estágio de degradação. Como normalmente os pecuaristas não consideram a pastagem como uma lavoura, que deve ser cuidada e adubada, a tendência seria a redução cada vez maior do potencial produtivo das pastagens e dos solos. Com a adoção da iLPF, que nada mais é do que uma forma de intensificação da exploração agrícola, haverá maior disponibilidade de forragem de melhor qualidade para os animais, quer seja pela adubação residual das lavouras ou da própria pastagem (Figura 3).


Figura 3. Ilustração de áreas de uma fazenda que aplica as tecnologias da iLPF.

Com a iLPF espera-se que haja mudanças de hábitos, tanto de pecuaristas como de lavouristas. No caso específico dos pecuaristas, os custos de recuperação das pastagens serão embutidos no custo de implantação e na receita gerada pelo sistema, fazendo com que percebam que o gasto com a adubação anual das pastagens é menor que os prejuízos causados pela redução da produção de forragem e/ou pela necessidade de altas doses de corretivos e adubos a cada vez que as pastagens forem sucedidas por lavouras. Se for utilizado o plantio direto no sistema de iLPF, o solo terá a sua estrutura preservada, a matéria orgânica será mantida e incrementada em muitos casos, a infiltração de água no solo será aumentada, reduzindo a erosão e a perda de solo. Do ponto de vista econômico, a iLPF proporciona redução de 10 a 25% nos desembolsos com a reforma de pastagens e permite a amortização do capital investido já no primeiro ano (SANTOS, 2004). Com a elevação e manutenção da disponibilidade de forragem de qualidade, novos fatores dentro das fazendas poderão ou deverão ser alterados. Havendo qualidade na alimentação, os produtores conhecerão melhor o potencial do seu rebanho, em termos de produção de leite, com possibilidade de incremento de renda. Em contrapartida, melhorias na gestão das propriedades serão necessárias não só pela inclusão de novos fatores na exploração leiteira, mas principalmente em função de novas atividades agrícolas muitas vezes desconhecidas dos pecuaristas. Por isso, o acompanhamento da assistência técnica é essencial para a adoção das tecnologias preconizadas pela iLPF.

Uma outra característica importante da iLPF com reflexos positivos no aumento da competitividade da exploração leiteira é a existência de pastos recém-formados todos os anos em diferentes glebas/áreas. Nota-se que os pastos de primeiro ano mantém-se verdes por mais tempo no início da estação seca, retardando a necessidade de suplementação volumosa no cocho. Como a escassez de alimentos nessa época do ano é um dos principais gargalos da produção de leite em pasto, a iLPF poderá contribuir com sua viabilização na maior parte do ano, reduzindo a necessidade de suplementação volumosa. Além do mais, dentro de uma fazenda produtora de leite é possível a obtenção de renda a partir da produção e comercialização de alimentos (grãos, silagem e feno) e maior número de animais excedentes, além dos produtos obtidos com o componente arbóreo.

 

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1A implantação do sistema de iLPF não dispensará a necessidade de volumoso no inverno. Porém, os pastos reformados serão mais produtivos e permitirão retardar o trato no cocho. Além disso, por serem adubados, de acordo com a recomendação técnica, a rebrota será mais rápida no final da seca, quando as temperaturas estiverem altas e ocorrerem as primeiras chuvas. Nesse caso, o produtor poderá parar ou reduzir o trato dos animais no cocho mais cedo.
É importante salientar, ainda, que sempre haverá áreas de lavouras para produção de silagem. Essa silagem deverá ser suficiente para tratar dos animais no período seco (volumoso).
2A inserção do componente arbóreo pode ser realizada a qualquer momento e não necessariamente em todas as áreas, dependendo do desejo e necessidade do produtor. Naquelas áreas onde o componente florestal está presente a entrada dos animais deverá ser retardada, caso não seja possível utilizar proteção para as árvores. Recomenda-se também que se utilizem, de preferência, animais mais jovens nos pastejos iniciais, evitando-se danos às árvores que, embora sejam altas, apresentam pequeno diâmetro do caule.
3Não há restrição de local para a implantação do sistema. Por ser maleável, ele será ajustado e adaptado de acordo com as características do local.

4.5.3 - Referências

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BRIGHENTI, A. M.; SOUZA SOBRINHO, F.; ROCHA, W. S. D.; MULLER, M. D.; MARTINS, C. E.; SANTOS, E. V. Utilização do sistema de plantio direto na renovação de pastagens. In: ZAMBOLIM, L.; SILVA, A. A.; AGNES, E. L. (Ed.) Manejo Integrado: integração agricultura-pecuária. Viçosa: UFV, 2004. p. 269-286.

ROCHA, W. S. D.; MULLER, M. D.; SOUZA SOBRINHO, F.; MARTINS, C. E.; SANTOS, A. M. B.; ANDRADE, P. Pecuária de leite na integração lavoura-pecuária-floresta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 31, p. 579-584, 2010.

ROCHA, W. S. D.; SOUZA SOBRINHO, F.; CASTRO, C. R. T.; MULLER, M. D.; BRIGHENTI, A. M.; GOMIDE, C. A.; MARTINS, C. E.; PACIULLO, D. S. C. Integração Lavoura-pecuária-floresta (IFLP). In: AUAD, A. M.; BRIGHENTI, A. M.; CARNEIRO, A. V.; RIBEIRO, A. C. de C. L.; CARVALHO, A. da C.; FREITAS, A. F. de; CARVALHO, B. C. de; ALENCAR, C. A. B. de; GOMIDE, C. A. de M.; MARTINS, C. E.; CASTRO, C. R. T. de; PACIULLO, D. S. C.; NASCIMENTO JUNIOR, E. R. do; SOUZA SOBRINHO, F. de; DERESZ, F.; LOPES, F. C. F.; SOUZA, G. N. de; WERNERSBACH FILHO, H. L.; OLIVEIRA, J. S. e; CARNEIRO, J. da C.; VIANA, J. H. M.; FURLONG, J.; MENDONCA, L. C.; STOCK, L. A.; CAMARGO, L. S. de A.; MULLER, M. D.; OTENIO, M. H.; PEREIRA, M. C.; MACHADO, M. A.; GAMA, M. A. S. da; JUNQUEIRA, M. M.; SILVA, M. V. G. B.; PIRES, M. de F. A.; PEIXOTO, M. G. C. D.; GUIMARAES, M. F. M.; TORRES, R. de A.; TEIXEIRA, S. R.; VEIGA, V. M. de O.; ROCHA, W. S. D. da MANUAL de bovinocultura de leite. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. p. 183-202.

SOUZA SOBRINHO, F.; SANTOS, A. M. B.; NOVAES, L. P. La ganadería de leche en la Integración Agricultura-Ganadería-Floresta In: MARTINS, P. do C.; DINIZ, F. H.; MOREIRA, M. S. de P.; NOGUEIRA NETTO, V.; ARCURI, P. B. (Ed.). Conocimientos y estrategias tecnológicas para la producción de leche en regiones tropicales. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2007, p. 173-210.